<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-11091959</id><updated>2011-07-15T12:29:15.932-07:00</updated><title type='text'>Rei Leopoldo II</title><subtitle type='html'>Leopoldo II (1835-1909) foi coroado rei da Bélgica em 1865. Acreditava que as colônias ultramarinas eram o elemento central para alcançar a grandeza de um pais. Com base neste princípio, durante seu reinado buscou promover o desenvolvimento da África Central e entitulou-se soberano do Estado Livre do Congo, atual República Democrática do Congo, durante a conferência de Berlim (1884-1885).</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>professor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11919576689326565821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>29</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11091959.post-111897682498214185</id><published>2005-06-16T18:53:00.000-07:00</published><updated>2005-06-17T07:50:32.330-07:00</updated><title type='text'>Contagem regressiva ativada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;O mundo na virada do século XIX sofria mudanças drásticas na estrutura política, social e econômica. Quanto a isso não existem dúvidas razoáveis, mas o campo que abriga suas causas é vasto e permite discordâncias variadas entre quem se disponha a estudá-lo. Analistas que primem pelo viés marxista podem enxergar na Revolução Industrial a razão principal. Já os sociólogos podem crer que à organização interna do velho continente foi suficientemente forte para domar o impulso do capital e submetê-lo a seus próprios interesses até, no mínimo, 1914.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se confrontados quanto a esse ponto dificilmente Barraclough e Mayer chegariam a um consenso. Ao tratar do surgimento de novas potências um apresenta o desenvolvimento industrial como fator determinante no deslocamento do centro de poder mundial. Para Barraclough, a Europa, agarrada que estava a estruturas arcaicas e ultrapassadas, deixa-se superar na corrida capitalista e perde espaço para potências emergentes, até então no plano de fundo. Japão, Rússia e Estados Unidos despontam como rivais no Pacífico transformando uma disposição de forças que já durava séculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mayer, no entanto, não esconde de ninguém sua aversão à teoria vigente que atribui a responsabilidade pela queda do “ancien régime” a um movimento do capitalismo que ganhava força e se desprendia dos resquícios de feudalidade. Admira-se com o fato de vários estudiosos praticamente ignorarem a resistência imposta pela velha ordem em assimilando e aproveitando as ferramentas que surgiam para manter-se ativa dentro das novas “regras do jogo”. Se o esforço não foi suficiente para mantê-la na liderança política, ao menos lhe garantiu séculos de domínio inquestionável que são lembrados até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma tentativa de avaliação imparcial cairia no campo da nossa velha conhecida dos estudos sociais, a dialética. Nada que tenha se mantido de pé por crises e intempéries terríveis abriria mão do poder sem lutar. A flexibilidade da antiga ordem pré-industrial e pré-burguesa merece crédito. Mas negar que a economia tenha sido uma questão decisiva não parece uma boa opção. Desde seu surgimento, o capital tem sido uma força revolucionária, com lógica própria e contagiante e a indústria potencializou ao máximo sua energia. Cedo portanto aos argumentos de Barraclough; a Revolução Industrial ao alcançar os demais continentes acionou o “botão de autodestruição” da ordem estabelecida pela Europa e abriu espaço para a I Guerra Mundial e suas seqüentes mudanças.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11091959-111897682498214185?l=reileopoldo2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/feeds/111897682498214185/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11091959&amp;postID=111897682498214185' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111897682498214185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111897682498214185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/2005/06/contagem-regressiva-ativada.html' title='Contagem regressiva ativada'/><author><name>Deborah Rufino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://images.easyart.com/i/prints/rw/lg/4/5/Vincent-Van-Gogh-Almond-Stems-in-Bloom-45077.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11091959.post-111887879983320207</id><published>2005-06-15T16:35:00.000-07:00</published><updated>2005-06-26T16:28:15.683-07:00</updated><title type='text'>Finalmente a Era dos Impérios</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;1. &lt;/strong&gt;Segundo Geoffrey Barraclough, a diferenciação essencial que pode ser feita entre a 1ª e a 2ª Revolução Industrial estaria no grau de impacto gerado por elas sobre as sociedades. Enquanto a primeira teria determinado gradualmente a saída dos homens do campo rumo às cidades, o emprego da mão-de-obra em fábricas e a fundamentação de uma vida econômica completamente diversa, a segunda teria sido mais radical no fomento a mudanças. Isto porque, ao contrário de sua predecessora, ela não apenas foi capaz de alterar o cotidiano das pessoas, mas também de realizar profunda influência sobre o sistema internacional. Com a promoção de um desenvolvimento industrial tão avançado a ponto de só admitir a permanência, no mercado, dos grandes capitais, a 2ª Revolução Industrial comportou a criação de empresas de larga escala e o aprimoramento dos sistemas de transportes e comunicações. Além disso, foi mais abrangente. Estendeu-se para os EUA, para o Japão, para a Rússia. Alçou a Alemanha ao rol de países importantes. Levou, em virtude da crise de superprodução, à busca de novos mercados e ao imperialismo. Modificou, em último aspecto, o tabuleiro e as peças dos grandes confrontos. Se a 1ª Revolução Industrial foi deveras localizada, a 2ª colocou a própria primazia européia em jogo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Fosse preciso definir Imperialismo sem embarcar nas inúmeras armadilhas teóricas que acometem o tema, provavelmente se falaria na demarcação de colônias e de áreas de influência por parte das grandes potências na Ásia, na África e na Oceania. Tanta simplicidade, contudo, talvez esconda as nuances envolvidas no fenômeno. Segundo Lênin, o Imperialismo seria, antes de tudo, a consolidação de um estágio superior do capitalismo. Com uma visão materialista da história, o autor russo defendeu que a procura de novos mercados seria a indicação efetiva de que se atingira o ápice do desenvolvimento das forças produtivas sob a livre concorrência. Assim, o único meio de fugir às crises recorrentes de superprodução e de manter a lucratividade dos negócios dos grandes conglomerados seria a procura de mercados. Sem discordar da magna importância do argumento econômico, Hobsbawn preferiu destacar, entretanto, que não só os anseios do grande capital moveram as incursões nos outros continentes. Em sua argumentação, ele lembrou o possível uso do Imperialismo como uma válvula de escape para os crescentes problemas intraestatais e como um poderoso artifício para a elevação da auto-estima do homem branco (mito da superioridade e mito da missão civilizatória). Em grande parte por seu caráter menos determinista, o autor inglês parece ter a explicação mais completa sobre a prática imperialista.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Conclusão: &lt;/strong&gt;Esforçando-se para relacionar a 2ª Revolução Industrial ao Imperialismo, o caminho mais fácil parece ser a acepção da condição econômica que a primeira criou como uma das razões (talvez a mais importante) para a ocorrência do último. Como parece ser consenso entre os estudiosos, o intenso desenvolvimento técnico-científico atingido por volta da década de 1860 alterou por completo a lógica dos negócios. Os novos setores industriais demandavam matérias-primas só abundantes em áreas distantes, como a borracha da Amazônia. O alto custo de modernização dos meios de produção limitava o número de fornecedores e promovia forte concentração do capital. Os bancos deixaram de ser apenas credores e ganharam protagonismo. Por fim, o crescimento de produtividade foi tão absurdo que se chegou a um ponto em que não havia mais consumidores para tanto. Justamente por isso, a solução encontrada teria sido a procura de novos mercados em regiões “longínquas” do planeta, preferencialmente com a sustentação de protecionismos e de outras vantagens aos empreendedores. Para apoiar as “aventuras” dos principais investidores nacionais – mas não apenas –, as grandes potências passariam a disputar o poder também fora da Europa. Estava criado o Imperialismo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11091959-111887879983320207?l=reileopoldo2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/feeds/111887879983320207/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11091959&amp;postID=111887879983320207' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111887879983320207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111887879983320207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/2005/06/finalmente-era-dos-imprios.html' title='Finalmente a Era dos Impérios'/><author><name>Manoela</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11091959.post-111852675977225462</id><published>2005-06-11T14:52:00.000-07:00</published><updated>2005-06-11T14:52:39.776-07:00</updated><title type='text'>2a. Revolução Industrial</title><content type='html'>Responda as questões abaixo e responda até QUARTA-FEIRA 15/06.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Diferencie a 1a. da 2a. Revolução industrial enfatizando o impacto de ambas na configuração do Sistema Internacional (G. Barraclough).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Defina Imperialismo, e discuta as definiçÕes de Lênin e Hobsbawn.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LIMITE: 1 paragrafo cada questão e mais um parágrafo de conclusão relacionando ambas as questões. Máximo de 15 linhas cada parágrafo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11091959-111852675977225462?l=reileopoldo2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/feeds/111852675977225462/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11091959&amp;postID=111852675977225462' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111852675977225462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111852675977225462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/2005/06/2a-revoluo-industrial.html' title='2a. Revolução Industrial'/><author><name>professor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11919576689326565821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11091959.post-111837223875719637</id><published>2005-06-09T18:48:00.000-07:00</published><updated>2005-06-09T19:57:18.763-07:00</updated><title type='text'>Vergonha em Sedan</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#663300;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#996633;"&gt;Paris - 2 de Setembro de 1870&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Notícias aterradoras chegam da frente de batalha. Na noite de ontem o rei Napoleão III foi feito prisioneiro após sua derrota em Sedan. Apesar da vitória inicial em Saarbrücken, os embates seguintes não foram favoráveis ao exército francês. Wissembourg, Vionville, Gravelotte e Beaumont não alcançaram bom êxito e culminaram na divisão, forçada pelos prussianos, das forças dos marechais Bazaine e MacMahon. Com Bazaine acuado em Metz, o rei fez uma última tentativa de reunir suas tropas e, juntando-se a MacMahon, marchou rumo a batalha que terminaria com a rendição francesa e sua conseqüente captura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#663300;"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#663300;"&gt;Esmagadas pelo general Moltke, nossas tropas,&lt;/span&gt; lideradas pelo próprio rei, se renderam esta tarde. A carta de rendição assinada por Napoleão III na presença de Bismarck acordava não só sua rendição como também o fim da guerra. No fim das contas, as tropas de Bazaine são as últimas ainda em liberdade. Os números do desastre incluem: três mil mortos, quatorze mil feridos e mais de oitenta mil prisioneiros, entre os quais trinta e nove generais e o próprio monarca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Napoleão continua nas mãos dos prussianos e o futuro próximo apresenta-se incerto. A guerra, que começou pelo temor real de ver subir ao trono espanhol um aliado da Prússia, pode terminar com a mudança do próprio trono da França. Paris já começa a fervilhar ante a ameaça inimiga e, insatisfeita com a demonstração de covardia da rápida capitulação real, inspira a revolta do povo. Já se ouvem rumores abafados sobre Revolução e República enquanto nosso amado monarca muito provavelmente descansa na companhia do rei Guilherme I.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11091959-111837223875719637?l=reileopoldo2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/feeds/111837223875719637/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11091959&amp;postID=111837223875719637' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111837223875719637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111837223875719637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/2005/06/vergonha-em-sedan.html' title='Vergonha em Sedan'/><author><name>Deborah Rufino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://images.easyart.com/i/prints/rw/lg/4/5/Vincent-Van-Gogh-Almond-Stems-in-Bloom-45077.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11091959.post-111819933693993056</id><published>2005-06-07T19:55:00.000-07:00</published><updated>2005-06-08T05:43:35.236-07:00</updated><title type='text'>Um nome marcado a ferro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/191/5230/320/otto-bismarck.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/191/5230/320/otto-bismarck.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Otto von Bismarck&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Quando, em 23 de setembro de 1862, Otto von Bismarck foi declarado primeiro-ministro do Reino da Prússia, a Europa começou a trilhar um caminho diverso do que vivera até então. Alçado ao poder em meio a uma disputa entre o Rei e o Parlamento pela definição do orçamento das Forças Armadas, o austero ex-diplomata usaria uma incrível engenhosidade estratégica e uma crescente máquina industrial para marcar um ponto de mudança no equilíbrio continental. Antes de analisar como foi este processo e quais foram suas conseqüências, no entanto, faz-se necessário descrever o cenário internacional prévio.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Paralelamente à ascensão de Bismarck ao poder prussiano, o sistema que regera o mundo desde o Congresso de Viena vinha sofrendo duros golpes. A Guerra na Criméia acabara havia menos de uma década, destruindo qualquer resquício da Santa Aliança e fundamentando desconfianças múltiplas entre os governantes das grandes potências. A França de Napoleão III emergia como um Estado capaz dos mais variados atos para recuperar seu prestígio e sua imponência; a Grã-Bretanha concentrava esforços na realização do imperialismo. Em pior situação, a Rússia administrava os efeitos políticos e econômicos da derrota no Mediterrâneo, além de nutrir um certo desprezo por uma Áustria que, enfraquecida, abandonara o princípio das legitimidades e apoiara a coalizão anglo-francesa na década anterior. O Tzar não imaginava – e é compreensível que não o fizesse –, entretanto, que o grande revés para os austríacos já começava a ser preparado. Empenhados na resolução das inúmeras disputas internas e preocupados com a contínua eclosão de revoltas nacionalistas dentro de seus domínios, os Habsburgos há muito haviam perdido o poder de barganha tão minuciosamente construído por Metternich. Às voltas com problemas domésticos, não se interessavam, em curto prazo, pela unificação germânica e, tampouco, atentavam o quanto deveriam para os passos trilhados por sua vizinha Prússia. Não à toa, quando os líderes austríacos captaram a ameaça a eles apresentada por Bismarck, já era tarde demais para “se virar o jogo”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Associar a perda de influência da Áustria apenas a seus problemas internos, todavia, incorreria em grave equívoco. Mais do que falta de percepção dos Habsburgos, foi determinante para uma unificação liderada pela Prússia a capacidade de Bismarck de mesclar a diplomacia (adaptando a raison d’État para realpolitik) com o poderio bélico para atingir seus objetivos. Nas três guerras em que se envolveu para promover a união alemã, o chamado Chanceler de Ferro tanto induziu, com as palavras, seus adversários ao conflito quanto conseguiu vitórias arrasadoras. Utilizando as flagrantes diferenças de administração dos ducados adquiridos para a Confederação Germânica três anos antes, ele desafiou o poder austríaco. Manobrando o ego e as aspirações de Napoleão III, ele teve o êxito de fazer a guerra que garantiu os últimos territórios necessários à formação da Alemanha. Em todos estes episódios – e em qualquer outro em que se envolveu após 1871 –, deixando explícito seu desprendimento em relação a qualquer ética específica, preferindo, à la Richelieu, ater-se apenas ao que interessasse e coubesse a seu Estado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em último aspecto, o principal legado que Otto von Bismarck deixou para a história foi sua quase paradoxal inclinação para a moderação. Sem jamais permitir que a Prússia e, posteriormente, a Alemanha dessem “passos maiores do que as pernas”, ele se deteve a uma criteriosa mensuração de suas perspectivas antes de tomar qualquer decisão. Talvez por isso, apesar de sua postura conservadora, exposta na lealdade ao rei e em relativa subjugação do Parlamento, ele tenha sido também um grande modernizador. Conhecendo a fundo as debilidades das áreas que comandou, ele teve a preocupação de reformular suas Forças Armadas (implementando a noção de serviço militar como um dever cívico em si), de unificar mercados, de incentivar a indústria. Não satisfeito, fez o que pôde para impor seu país na corrida imperialista e para convencer os nacionais da importância de uma germanização que, a seu modo, fosse capaz de fazer frente à forte cultura francesa (por ele considerada medíocre). Fica em aberto, entretanto, definir se a capacidade de Bismarck de levar a Alemanha ao rol das grandes potências compensou os reveses decorrentes de alguns de seus atos. Até que ponto realizar perseguições aos “não germânicos”, abrir as portas para o revanchismo da França e desafiar os russos em questões européias pode ter comprometido o futuro alemão, europeu e mundial?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11091959-111819933693993056?l=reileopoldo2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/feeds/111819933693993056/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11091959&amp;postID=111819933693993056' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111819933693993056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111819933693993056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/2005/06/um-nome-marcado-ferro_07.html' title='Um nome marcado a ferro'/><author><name>Manoela</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11091959.post-111776705044739956</id><published>2005-06-02T19:47:00.000-07:00</published><updated>2005-06-03T08:35:51.050-07:00</updated><title type='text'>O Manifesto em 360º</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Freqüentemente citado como o ponto de partida para uma nova concepção da modernidade, o “Manifesto do Partido Comunista”, de Karl Marx e Friedrich Engels, é, indubitavelmente, uma das mais controversas publicações da história. Inicialmente previsto como um mero panfleto de um modelo inovador de organização operária, o texto acabou por adquirir significados adicionais à medida que seus autores ganharam notoriedade no pensamento da história e na teorização política. No campo das relações internacionais, entretanto, o que se pode perceber – e é defendido por Luís Fernandes no artigo que inspira esta análise – é um desinteresse pela observação da realidade sob uma lente marxiana. Assumindo que o “Manifesto”, em sua nítida defesa de uma associação transnacional da classe trabalhadora, nada teria a acrescentar ao estudo dos sistemas internacionais, os estudiosos limitam-se a defini-lo como antiquado e pouco instrumental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Luís Fernandes estiver certo, entretanto, a tese da inaplicabilidade do raciocínio marxiano cai por água abaixo. Em primeiro lugar, o autor aponta que, ao contrário do que se diz comumente, o livro de Marx e de Engels não defenderia uma visão única – e transnacional – do desenvolvimento do capitalismo e da sociedade. Na realidade, fazendo jus à sua interpretação dialética da realidade, a dupla destacaria a ocorrência simultânea de um esforço de formação de um mercado global e de uma progressiva centralização do poder na figura do Estado. Isto porque, desde o início, para alcançar a ampliação da demanda de sua produção, os burgueses teriam tentado transformar a estrutura política de acordo com seus interesses, progressivamente contestando o absolutismo e levando os meios estatais a funcionarem a seu bel-prazer. Não tivesse este processo tido resultado positivo, e não houvesse por trás de cada capitalista liberal as garantias e as ações de um Estado forte, dificilmente poderia haver uma expansão efetiva dos fluxos de mercadorias. Em resumo, para Fernandes, apesar de superestimarem a transnacionalização em diversos momentos (supondo uma “universalização das relações”), Marx e Engels jamais a teriam suposto isolada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o grande motivo para tanta confusão conceitual esteja em uma acepção incorreta do que seria liberalismo. A consideração deste como um fenômeno capaz de romper todas e quaisquer fronteiras políticas, econômicas ou sócio-culturais, acaba por criar uma ilusão de globalização que não corresponde ao que se tem hoje e, tampouco, ao que se tinha à época do lançamento do “Manifesto do Partido Comunista”. Como defende Luís Fernandes, apesar de o capital e de as indústrias se deslocarem com uma cada vez mais intensa freqüência, isto não significa que as identidades nacionais tenham sido colocadas em suspenso. Pelo contrário, dois dos mais bem-sucedidos projetos de industrialização e de ganho de influências, o japonês e o norte-americano, fundamentaram sua ampliação em projetos particulares a seus Estados. Nesta linha, o grande desenho do século XX seria um sistema de comunidades políticas soberanas, organizadas para facilitar a integração de mercados e, com isso, promover as linhas de desenvolvimento capazes de acelerar a lógica própria do capitalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre estes artifícios utilizados para otimizar a evolução das forças produtivas, diz o autor, possivelmente o grande destaque seja a capacidade, adquirida pelos Estados, de conviver em meio a esferas separadas do mundo moderno. Admitindo-se a autonomia de noções políticas e econômicas interna e externamente, foi possível administrar o impulso comercial e persistir nos negócios além dos próprios territórios. Em último aspecto, portanto, Luís Fernandes parece defender que a transnacionalidade, apesar de normalmente tomada como o ponto central das teorias de Marx e de Engels, não seria realmente o eixo do pensamento destes estudiosos. Para Fernandes, por ser a internacionalização praticamente uma condição indispensável à expansão dos mercados para um nível global, esta seria a verdadeira protagonista do revolucionário livro de 1848. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11091959-111776705044739956?l=reileopoldo2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/feeds/111776705044739956/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11091959&amp;postID=111776705044739956' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111776705044739956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111776705044739956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/2005/06/o-manifesto-em-360.html' title='O Manifesto em 360º'/><author><name>Manoela</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11091959.post-111759083059632318</id><published>2005-05-31T18:44:00.000-07:00</published><updated>2005-05-31T18:57:51.210-07:00</updated><title type='text'>A Liberdade enfim lança seu grito!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;16 de Setembro de 1810 - Dolores&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;br /&gt;Esta manhã, no pátio em frente à paróquia de nosso pequeno povoado, após o repicar solene dos sinos da igreja, o povo se reuniu para ouvir o inflamado discurso do padre Miguel Hidalgo y Costilla. A opressão que sofremos por parte do ilegítimo governante francês que usurpou o trono de nosso verdadeiro rei não pode mais continuar e, como líder do movimento chamado de “Los Insurgentes”, padre Hidalgo foi o primeiro a espalhar as boas novas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conspiração de Queretáro estava preparada para agir em outubro, mas um traidor levou o grupo a adiantar-se. Junto de outros defensores da independência da Nova Espanha, como Ortiz de Domínguez, Allende e Aldama, padre Hidalgo se dirigiu ao povo mostrando o quanto essa situação em que vivemos é vergonhosa e, sendo inaceitável até para escravos, quanto mais para nós, homens livres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mão daqueles que se dispuserem a levantar espadas em nome da liberdade será guiada por Deus e sua vida protegida por Nossa Senhora de Guadalupe. Já não há tempo para covardia ou subserviência àqueles que nos exploram. Os cárceres já começam a ser abertos. O povo já corre pelas ruas, enquanto nossos homens se organizam contra o exército opressor. O clamor emocionado do padre foi só o primeiro entre muitos que ainda virão. Até que, muito em breve, possamos elevar nossas vozes em brados de júbilo por nossa terra enfim liberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva então, a Nossa Senhora de Guadalupe! Viva a religião! Viva Fernando VII! Viva à América pela qual combatemos! E abaixo ao governo corrupto!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11091959-111759083059632318?l=reileopoldo2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/feeds/111759083059632318/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11091959&amp;postID=111759083059632318' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111759083059632318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111759083059632318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/2005/05/liberdade-enfim-lana-seu-grito.html' title='A Liberdade enfim lança seu grito!'/><author><name>Deborah Rufino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://images.easyart.com/i/prints/rw/lg/4/5/Vincent-Van-Gogh-Almond-Stems-in-Bloom-45077.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11091959.post-111758794497519213</id><published>2005-05-31T18:05:00.000-07:00</published><updated>2005-05-31T18:14:28.203-07:00</updated><title type='text'>México (1810 - 1910): independência, despedaçamento e frustração</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/191/5230/320/Puebla-540pixel.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/191/5230/320/Puebla-540pixel.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999999;"&gt;Ilustração da Batalha de Puebla&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;span style="color:#330033;"&gt;Quando, em 16 de setembro de 1810, Miguel Hidalgo y Costilla, um padre católico do vilarejo de Dolores, ordenou a prisão dos peninsulares e convocou índios e mestiços a se manifestarem, a antiga colônia de Nova Espanha começou seu caminho por um século de sangue e de frustrações. Ao iniciarem sua rebelião, entretanto, os dominados e oprimidos, liderados por Hidalgo e por outro padre, Morelos, não poderiam prever isso. Ao som de &lt;em&gt;“Mexicanos, Viva México!”&lt;/em&gt;, eles falavam em independência e, julgando não haver, nem mesmo entre os criollos, quem ainda suportasse a subjugação, acreditavam na desvinculação frente à metrópole. Não obstante, apesar de a separação de fato ter ocorrido, as circunstâncias foram bastante diferentes. Em primeiro lugar, o projeto popular, envolvido com as propostas de distribuição fundiária, de suspensão do tributo indígena e de abolição da escravidão, foi considerado deveras radical pela elite criolla. Além disso, temendo a escalada de poder das massas, os grupos de maior poder aquisitivo preferiram uma libertação insólita, obtida por meio de um acordo com o líder do exército repressor metropolitano, o general Agustín Itúrbide. Constando não apenas do poderio econômico, mas também de uma força militar que “virara a casaca”, os criollos conseguiram fazer da independência mexicana um episódio de contenção do povo e uma prenunciação dos rumos nacionais dali em diante. Em 24 de fevereiro de 1821, Itúrbide tomou a frente da junta governativa mexicana – alguns anos após tendo elevado si próprio ao título de imperador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que possa parecer, todavia, a vitória do projeto da elite e o sufocamento das camadas populares não significaram, para o México, nem um espectro de calmaria. Afora a própria fragilidade econômica, resquício do período colonial e estendida pela precariedade da infra-estrutura à circulação de mercadorias, a situação política desde o início apresentou rachaduras. De um lado, apareciam os liberais, cuja composição agrupava membros intelectualizados das classes médias, comerciantes e mineradores insatisfeitos com o esvaziamento de estímulos à sua produção. Para estes elementos, o governo mexicano deveria agir pelo progresso, investindo em desenvolvimento. Em contraponto, destacava-se o projeto conservador, sustentado pela Igreja e defendido pelo Exército e pelos grandes proprietários rurais. Para esta corrente, apenas um estado monárquico, bem-estruturado e poderoso teria condições de conter as possíveis insurreições dos oprimidos. Apesar de toda a disputa, os conservadores estiveram à frente do poder até 1854, ano em que a chamada Revolução de Ayutla colocou seus rivais no comando e começou a instituir reformas significativas. Nos dez anos em que estiveram na dianteira do país, os liberais extinguiram os foros militares e eclesiásticos, desamortizaram os bens da Igreja, juraram uma nova Constituição (vigente até 1917) e suprimiram as ordens religiosas. Deixaram como legado uma Igreja Católica desfigurada, impossibilitada de apoiar as correntes mais reacionárias, e um governo dividido em 3 poderes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fossem apenas as disputas partidárias o problema do México, entretanto, talvez esta nação tivesse tido alguma chance de superar seu destino. Em diversas ocasiões, contudo, o país sofreu os efeitos de intervenções, de guerras e de desmantelamentos territoriais. Em 1836, imigrantes norte-americanos, insatisfeitos com a postura antiescravista e católica do Estado mexicano, deram o grito de independência da &lt;em&gt;“Lone Star Republic”&lt;/em&gt;, hoje Texas. Em 1848, o Tratado de Guadalupe-Hidalgo colocou um ponto final na sangrenta disputa pelos territórios do Novo México e da Califórnia – transferidos para o controle dos EUA. Já em 1861, após uma guerra civil de três anos (a chamada "Guerra da Reforma"), mais uma vez os mexicanos sofreram uma turbulência internacional. Em resposta ao não-pagamento das dívidas adquiridas desde 1858, Espanha, Grã-Bretanha e França resolveram realizar uma invasão conjunta ao país. Contudo, devido à discordância a respeito do melhor meio para esta ação, somente os franceses insistiram na investida. Não tendo tido grandes dificuldades em tomar a Cidade do México, as tropas de Napoleão III tomaram o governo e impuseram um austríaco, Maximiliano I, como monarca. Com a resistência deste em revogar as leis de reforma, Benito Juárez, presidente deposto, uniu suas forças e conclamou os EUA a apoiarem sua causa, em nome da Doutrina Monroe. Tendo como pilar a ajuda norte-americana, obtida logo em seguida ao fim da Guerra da Secessão neste país, os mexicanos conseguiram o &lt;em&gt;“Cinco de Mayo”&lt;/em&gt;, ou a vitória definitiva sobre os franceses na Batalha de Puebla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com Maximiliano I expulso e Benito Juárez de volta ao poder, alguns podem imaginar que o México tenha enfim enfrentado tempos de normalidade. Não foi isto, todavia, que teve lugar nos últimos 30 anos do século XIX. Um presidente reeleito, uma revolta mal-sucedida, um ataque cardíaco, um novo presidente e, de repente, uma nova rebelião. Seguindo o chamado Plano de Tuxtepec, Porfírio Diaz, antigo herói do &lt;em&gt;“Cinco de Mayo”&lt;/em&gt;, tomou a capital em 21 de novembro de 1876, prometendo democracia e atacando o princípio de reeleição. Ironicamente, Diaz foi responsável pelo chamado “porfiriato”, um governo de 35 anos mais preocupado com a manutenção da estabilidade interna e com o estímulo de investimentos estrangeiros do que com os princípios liberais antes proclamados aos quatro cantos. Durante seu longo poderio, Diaz comandou com mão-de-ferro, cooptando os bandidos para sua polícia rural, reprimindo insurreições e supervisionando de perto a entrada e a aplicação de capital externo. Dizendo-se um positivista, Porfírio conseguiu efetuar diversas melhorias nos padrões econômicos do México. Por não calcular os meios, entretanto, abriu as portas para uma das mais radicais guerras civis de todos os tempos, a Revolução Mexicana. Em 1910, quando Emiliano Zapata, Pancho Villa e Pascual Orozco iniciaram suas marchas pela desestabilização das elites, o México parecia relembrar os sermões de Hidalgo e de Morelas. Para o povo sofrido daquele país, tudo tinha mudado e, no entanto, cem anos depois, nada parecia diferente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11091959-111758794497519213?l=reileopoldo2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/feeds/111758794497519213/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11091959&amp;postID=111758794497519213' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111758794497519213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111758794497519213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/2005/05/mxico-1810-1910-independncia.html' title='México (1810 - 1910): independência, despedaçamento e frustração'/><author><name>Manoela</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11091959.post-111694041122034532</id><published>2005-05-24T06:11:00.000-07:00</published><updated>2005-05-24T06:16:17.686-07:00</updated><title type='text'>A espada de Dâmocles</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;color:#999999;"&gt;(Resumo do texto "The origins of Spanish American Independence", de John Lynch)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;A independência das colônias da América Espanhola, apesar de comumente tratada com simplismo, e associada meramente à sua realização final (lutas, discursos, lideranças), tem origem em uma já antiga e complexa relação com a metrópole. Em primeiro lugar, a situação econômica da Espanha e de seus colonos quase não encontrava diferenças. Ambos estavam fincados sob estruturas essencialmente agrárias; o &lt;em&gt;"Novo Mundo"&lt;/em&gt; tendo ainda a vantagem de poder contar com a mineração. As manufaturas metropolitanas eram intermitentes; e o maior papel encontrado pelos agentes reais era o intermédio das trocas e vendas da América e de outros países (em especial, a Inglaterra).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se então ainda havia algo próximo de um equilíbrio de capacidades, entretanto, a partir da ocorrência da guerra entre Espanha e Inglaterra (1796-1802), a metrópole entraria em apuros, e as pressões sobre a colônia para pagar todos os custos começaram a beirar a insustentabilidade. Os impostos foram reforçados e as múltiplas restrições comerciais pareciam cada vez mais deslocadas. Com a Armada espanhola ocupada com os conflitos, poucos eram os meios de se respeitarem as imposições iniciadas poucas décadas antes pelos Bourbons. Como manter o exclusivismo, seguir os monopólios e deduzir as taxas diretas se nem mesmo os agentes reais pareciam ter instruções definidas a respeito? Além disso, como estruturar a economia quando os únicos grupos efetivamente satisfeitos eram os mineradores, cujas reivindicações de investimentos e de aprimoramento da infra-estrutura já haviam sido alcançadas? O comércio intercolonial, se permitido desde 1778, não tinha força para sustentar todos os pesares e, com o agravamento das questões, alguns grupos sociais, sentindo-se acossados, começariam a se manifestar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sendo os movimentos do final do século XVIII e do início do século XIX os primeiros, foram eles, contudo, que expressaram mais claramente a escalada de insatisfação dos colonos. Sejam rebeliões iniciadas e lideradas por indígenas, negros e mestiços; sejam revoltas pensadas por &lt;em&gt;criollos&lt;/em&gt; em defesa de ganho de autonomia; os levantes deixavam nítida, ainda, a influência de uma divisão racista de funções e direitos na sociedade. Enquanto os peninsulares, espanhóis de nascimento, tinham acesso a todo poder político, os &lt;em&gt;criollos&lt;/em&gt; viam sua participação reduzida a cada novo decreto metropolitano. E, por mais que proporcionalmente estes últimos tivessem negócios mais rentáveis e maior poder econômicos, seu papel continuava restrito. Em pior situação, apenas os nativos, os misturados e os descendentes de africanos, cujos poucos direitos ganhos no decorrer do tempo (comprar o “embranquecimento”, usar a moeda corrente) dificilmente ganhavam representação. A colônia, a cada ano que passava, parecia mais próxima da convulsão. As massas agiam com rebeldia; os &lt;em&gt;criollos&lt;/em&gt;, inspirados pela Independência norte-americana e pelos textos ‘patriotas’ dos jesuítas expulsos a partir de 1750, pensavam em requerer autonomia. Até então, no entanto, poucos falavam em separação total diante da metrópole, e os gritos, em geral, pediam somente reajustes de condições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os passos que tornariam a América Espanhola independente começariam a ser trilhados apenas em 1808, quando as elites &lt;em&gt;criollas&lt;/em&gt; perceberam-se indiscutivelmente sob a espada de Dâmocles. Mesmo que a postura parecesse ousada, e que muitos dos participantes deste primeiro momento não se sentissem realmente confortáveis com os riscos da missão, parecia claro que não havia outras opções. A metrópole estava sitiada por guerras e por disputas de poder entre os invasores Bonaparte e a resistência real. O comércio marítimo estava paralisado: bloqueios se seguindo a bloqueios, a frota sendo destruída pouco a pouco. As classes sociais mais baixas da colônia (negros, mestiços, indígenas) começavam a se agitar e poderiam estourar uma revolução a qualquer instante. Para fugir ao isolamento imposto, para ganhar poder político e, especialmente, para evitar que o povo triunfasse primeiro, não parecia restar, aos &lt;em&gt;criollos&lt;/em&gt;, idéia melhor do que tomar as rédeas do processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11091959-111694041122034532?l=reileopoldo2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/feeds/111694041122034532/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11091959&amp;postID=111694041122034532' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111694041122034532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111694041122034532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/2005/05/espada-de-dmocles.html' title='A espada de Dâmocles'/><author><name>Manoela</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11091959.post-111655639433971093</id><published>2005-05-19T19:16:00.000-07:00</published><updated>2005-05-19T19:45:22.926-07:00</updated><title type='text'>O fechar de cortinas de Abraham Lincoln</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#333399;"&gt;Washington, 14 de Abril de 1865.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fosse ficção, seria um trágico e abrupto final de uma peça grandiosa. Foi, contudo, o mais roteirizado dos fatos reais. John Wilkes Booth, renomado ator da montagem de “Our American Cousin” do Ford Theatre, vitimou, com uma bala de pistola, o presidente Abraham Lincoln, herói da abolição da escravidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Booth é um simpatizante dos sulistas e ardoroso oponente das políticas de libertação e integração do negro à sociedade americana. Sua entrada no teatro se deu por volta das 9:30 da noite de ontem, após deixar seu cavalo sob os cuidados de um menino que trabalhava no estabelecimento e já o conhecia. Armado com uma pistola Derringer e uma faca de caça o assassino deslizou sorrateiramente em direção ao balcão onde o presidente, sua esposa e um casal de amigos assistiam ao espetáculo. O bandido atirou covardemente pelas costas, fazendo com que a bala entrasse perto da orelha esquerda e se alojasse atrás do olho direito. Não satisfeito, Booth esfaqueou Henry Rathbone no braço e saltou para o balcão inferior. Foi suficiente para quebrar a perna do facínora, mas, sacudindo sua faca em direção à platéia, John Wilkes Booth conseguiu escapar pela porta da frente, montar em seu cavalo e escapar da cidade pela ponte Navy Yard. Nessa mesma noite o Secretário de Estado do Presidente Lincoln, William Henry Seward também sofreu um atentado, mas não corre risco de morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraham Lincoln não recobrou a consciência e, apesar dos esforços médicos, sua morte foi inevitável. Hoje, às 7:22 da manhã, os Estados Unidos da América perderam seu presidente. A atual situação de conflito divide a opinião pública, mas a violência do ataque feriu não apenas a integridade de Lincoln como também a instituição da democracia. As previsões oficiais apontam o sulista Andrew Johnson como provável sucessor, podendo significar uma rachadura no governo ou a derrota do projeto político da União.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11091959-111655639433971093?l=reileopoldo2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/feeds/111655639433971093/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11091959&amp;postID=111655639433971093' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111655639433971093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111655639433971093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/2005/05/o-fechar-de-cortinas-de-abraham.html' title='O fechar de cortinas de Abraham Lincoln'/><author><name>Deborah Rufino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://images.easyart.com/i/prints/rw/lg/4/5/Vincent-Van-Gogh-Almond-Stems-in-Bloom-45077.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11091959.post-111638141832515598</id><published>2005-05-17T18:44:00.000-07:00</published><updated>2005-05-17T18:56:58.330-07:00</updated><title type='text'>Eu acho que vi um gatinho...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#003300;"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Responda rápido: O que um ratinho russo e o chefe da gangue dos coelhos mortos têm em comum? Se você ainda está tentando descobrir que gangue é essa, é porque ainda não assistiu ao filme “&lt;em&gt;Gangues de Nova Iorque&lt;/em&gt;” e nem “&lt;em&gt;Fievel vai para a América&lt;/em&gt;”. O ratinho Fievel Mouskewitz e o jovem Amsterdã Vallon são imigrantes que chegam aos Estados Unidos da América em busca de liberdade e oportunidade. Ambos se deparam com dificuldades diferentes e conseguem superá-las, cada um à sua maneira. O pequeno roedor se perde de sua família durante uma tempestade e enfrenta vários perigos até conseguir liderar um levante que pretende expulsar todos os gatos (exceto um que é seu amigo, Tigre) de Nova Iorque. Ainda criança, Vallon é obrigado a enfrentar a perda do pai, que é morto por nativistas durante uma briga entre gangues rivais em Five Points e volta anos depois para se vingar de Bill, o Açougueiro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;“Mas não existem gatos na América, só há queijo pelo chão! Não há nenhum gato na América! Adeus preocupação!” Essa terra mágica onde queijo brota do chão e os gatos só existem nos pesadelos de ratinhos bebês é um ótimo exemplo da visão idealista que povoava o ideário dos imigrantes do século XIX. Apesar de ser um rato, Fievel representa as expectativas de toda uma geração de russos, italianos, chineses e irlandeses que ansiavam pelo momento em que avistariam a Estátua da Liberdade e enriqueceriam milagrosamente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Se o alegre ratinho tivesse encontrado com Amsterdã posso garantir que teria se tornado amargo e desiludido. O jovem filho do “Pastor” Vallon vive numa Nova Iorque onde vigora a lei do mais forte, e quem dá um passo em falso acaba morto e pendurado em praça pública. Tudo isso num cenário conturbado de Guerra Civil. Talvez não haja nenhum gato na América, mas leões e tigres sedentos de sangue esperam em cada uma das cinco esquinas entre as quais o personagem de Leonardo de Caprio vive. O preconceito dos Nativistas, o alistamento obrigatório para suprir as linhas do exército nortista, a fome, o constante aumento dos preços, a corrupção dos governantes... A &lt;em&gt;Big Apple&lt;/em&gt; estava bichada e recebia seus novos inquilinos a pedradas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;É claro que esse cenário de destruição não condiz com um desenho animado voltado para o público infantil. Imagino minha vida se, ao invés de ter crescido com as doces canções de Fievel e Tânia, “&lt;em&gt;Eu sei que há, debaixo do luar, alguém que me ama...&lt;/em&gt;” houvesse cantado “&lt;em&gt;There´s a cloud on the New York skyline, innocence dragged across a yellow line. These are the hands that built América...&lt;/em&gt;”. Se o desenho animado não corresponde à realidade, pelo menos dá uma sensação confortável de que a integração foi real e o sangue que os imigrantes derramaram no solo americano foi um preço justo em troca da liberdade que conquistaram.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11091959-111638141832515598?l=reileopoldo2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/feeds/111638141832515598/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11091959&amp;postID=111638141832515598' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111638141832515598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111638141832515598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/2005/05/eu-acho-que-vi-um-gatinho.html' title='Eu acho que vi um gatinho...'/><author><name>Deborah Rufino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://images.easyart.com/i/prints/rw/lg/4/5/Vincent-Van-Gogh-Almond-Stems-in-Bloom-45077.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11091959.post-111637739465674632</id><published>2005-05-17T17:48:00.000-07:00</published><updated>2005-05-17T17:49:54.656-07:00</updated><title type='text'>Abstract – "Nasce uma estrela"</title><content type='html'>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Os Estados Unidos levaram 43 anos, a partir do fim da Guerra da Secessão, para atingir a condição de grande potência. Quais aspectos teriam condicionado esta espera de quase meio século? Por que um país com dinamismo econômico e com um extraordinário caráter industrial teve tantas dificuldades para realizar expansionismo, ganhar respeito frente aos outros Estados e ampliar influências? Como defende este artigo, há razões básicas. Entre elas, a sujeição da política externa às assimetrias de poder entre Executivo e Legislativo, e a ausência de um potencial bélico bem definido. Assim, a partir do momento em que os EUA ajustaram suas deficiências, não lhes faltaram mais amarras para assumir um papel de peso no sistema internacional.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11091959-111637739465674632?l=reileopoldo2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/feeds/111637739465674632/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11091959&amp;postID=111637739465674632' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111637739465674632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111637739465674632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/2005/05/abstract-nasce-uma-estrela_17.html' title='Abstract – &quot;Nasce uma estrela&quot;'/><author><name>Manoela</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11091959.post-111577592849453535</id><published>2005-05-10T18:19:00.000-07:00</published><updated>2005-05-11T06:36:14.300-07:00</updated><title type='text'>Olhos azuis e bandeiras listradas - uma versão da Independência Americana</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Ambientado por volta de 1776-1781 o filme “O Patriota” do diretor Roland Emmerich alcança sucesso na árdua tarefa de trazer a História até à realidade mais simples da pessoa comum. No filme, Mel Gibson é Benjamin Martin, um ex-combatente na guerra contra índios e franceses e atual fazendeiro cuja maior preocupação é a família. Embora a vontade de agradar Hollywood supere a precisão histórica, o filme exemplifica o ponto levantado por Divine no que diz respeito a importância da participação das milícias irregulares no alcance das vitórias sobre os ingleses. É importante apenas não se deixar enganar pelos belos olhos azuis de Gibson: não existiu apenas uma milícia e estas não foram as únicas responsáveis por vencer a guerra.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;A questão dos negros também é tratada superficialmente. Um desavisado pode mesmo chegar a acreditar que a abolição da escravidão se deu logo após a Declaração da Independência. Ou que o escravo Occam, interpretado por Jay Arlen Jones, foi o único negro a lutar nessa guerra. A verdade é que milhares de escravos se engajaram na luta pela promessa de liberdade, que só foi alcançada após a Guerra de Secessão. Na batalha de Bunker Hill, por exemplo, cinco por cento do Exército Continental era formado por afro-americanos.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Como todo bom “blockbuster” o filme se apóia em cenas dramáticas e com forte apelo nacionalista. Quem não se emocionou quando viu Benjamin Martin correr pelo campo cheio de ingleses carregando a bandeira listrada até a frente de batalha? No entanto, nenhuma delas é mais reveladora do que a cena na qual o protagonista, de joelhos, observa o movimento do Exército Continental enquanto seu arquiinimigo inglês se prepara para arrancar-lhe a cabeça. A bandeira tremula poeticamente enquanto o herói, num passo surpreendente, se volta e atinge o malvado opressor com uma baioneta. A jovem nação triunfa sobre o cruel opressor e conquista a preço de sangue a sua tão sonhada liberdade&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11091959-111577592849453535?l=reileopoldo2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/feeds/111577592849453535/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11091959&amp;postID=111577592849453535' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111577592849453535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111577592849453535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/2005/05/olhos-azuis-e-bandeiras-listradas-uma.html' title='Olhos azuis e bandeiras listradas - uma versão da Independência Americana'/><author><name>Deborah Rufino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://images.easyart.com/i/prints/rw/lg/4/5/Vincent-Van-Gogh-Almond-Stems-in-Bloom-45077.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11091959.post-111534120289583455</id><published>2005-05-05T18:00:00.000-07:00</published><updated>2005-05-05T18:00:02.916-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/191/5230/320/Constitutional_Convention2.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/191/5230/320/Constitutional_Convention2.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Primeira Assembléia da Constituinte (EUA)&lt;br /&gt;&lt;span style='font-size: 8pt;'&gt;Posted by &lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;Hello&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11091959-111534120289583455?l=reileopoldo2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/feeds/111534120289583455/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11091959&amp;postID=111534120289583455' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111534120289583455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111534120289583455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/2005/05/primeira-assemblia-da-constituinte.html' title=''/><author><name>Manoela</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11091959.post-111534113182978173</id><published>2005-05-05T17:57:00.000-07:00</published><updated>2005-05-05T19:05:29.070-07:00</updated><title type='text'>As 13 estrelas do Liberalismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em 17 de setembro de 1787, dando fim a inúmeras divergências internas a respeito do caráter que teria o governo independente, foi assinada a Constituição dos Estados Unidos da América. Proposto de modo a apaziguar algumas das principais questões que já então separavam os territórios do Sul e do Norte, o texto integral, em seus sete artigos, expõe o claro interesse dos representantes de todas as partes em assinar um documento que, além de representar o rompimento final com a Europa, garantisse uma certa igualdade de representação em nível federal. Não à toa, ficou definido um modelo segundo o qual cada estado elegeria dois senadores para defender seus projetos, além de um número de congressistas proporcional à quantidade de habitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro destaque que pode ser feito, em uma leitura crítica do texto constitucional, é sua inegável relação com o Iluminismo. Ainda que isso não seja surpresa para o observador de hoje, acostumado com a presença dos autores federalistas (Hamilton, por exemplo) nas coletâneas sobre a corrente “das Luzes”, é preciso considerar que, à época, a definição de noções como a divisão de poderes, a busca da justiça ou o direito ao voto soava inédita e revolucionária. Se Montesquieu, Rousseau, ou mesmo John Locke, apenas cresciam no pensamento político liberal europeu, jamais algum Estado tinha assumido tão abertamente tantas de suas idéias, quanto mais com o carimbo de ter realizado suas decisões em nome do povo. O mais próximo disso que a Europa, berço de todas essas reivindicações, havia chegado era um infame Absolutismo Ilustrado e, não curiosamente, os antigos colonos usariam essa oportunidade de estar “à frente” deste continente em algum ponto em seu benefício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afora a influência do Liberalismo, em tópicos como a possibilidade do &lt;em&gt;impeachment&lt;/em&gt; (nada mais do que uma quebra de contrato com um soberano que age de modo alheio aos interesses do povo), percebem-se na Carta norte-americana algumas das discussões que futuramente viriam a nortear suas políticas interna e externa. Dada, por exemplo, a ausência de consenso a respeito da questão da escravidão, nada é comentado sobre a manutenção ou a abolição desta. Seria interessante lembrar que justamente este tópico serviria como justificativa para a realização da Guerra Civil no século XIX. Outro aspecto importante seria a referência, no artigo quarto, a uma possível admissão posterior de novas unidades à Federação, adiantando a prática expansionista iniciada pelos Estados Unidos da América anos após. Por todas essas antecipações e por seu já referido corpo inovador, não parece nada estranho apontar a Constituição dos EUA como o primeiro passo dado rumo à consolidação efetiva de sua soberania. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11091959-111534113182978173?l=reileopoldo2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/feeds/111534113182978173/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11091959&amp;postID=111534113182978173' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111534113182978173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111534113182978173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/2005/05/as-13-estrelas-do-liberalismo.html' title='As 13 estrelas do Liberalismo'/><author><name>Manoela</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11091959.post-111396390031595985</id><published>2005-04-19T18:47:00.000-07:00</published><updated>2005-04-19T19:31:34.336-07:00</updated><title type='text'>Ascensão do Liberalismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Congresso de Aix-la Chappèlle – A França ainda busca sua reabilitação no cenário europeu. A expansão do nacionalismo gera independências na América preocupando as monarquias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Congresso de Troppau – formado para conter a revolta liberal que ocorria em Nápoles e as independências na América. È assinado um Protocolo o qual garante o uso legítimo da força militar da Santa Aliança (proposta do Czar russo de aliança com os outros reis absolutistas) nos lugares onde governos liberais se instalassem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Congresso de Laybach – reunião das potências hegemônicas européias que objetivava finalmente por em prática o Protocolo de Troppau. Fica decidido que tropas austríacas deveriam conter o perigo em Nápoles e os nacionalismos, mas sem o apoio inglês nessa decisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Congresso de Verona – Fica decidido que um exército francês deveria conter a revolução que ocorria na Espanha. Como nos outros congressos a Inglaterra não apóia a intervenção acirrando ainda mais a animosidade contra as outras potências. (Foi seguido das independências de Brasil, México e Argentina.)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Questão grega – O Império Turco-otomano sofria do perigo do desmembramento devido aos nacionalismos. O movimento de independência grego é apoiado pela Rússia a qual em seu projeto expansionista tentava conseguir uma saída para mares navegáveis. O império turco tenta conter mas a Grécia recebe o apoio de todo o povo europeu, inflamando o espírito nacionalista. Para evitar o expansionismo russo, a Inglaterra faz uma intervenção na Grécia para não ter um governo pró-Rússia. Como conseqüência o apoio russo à invasão do Império Turco pela Grécia decretou o fim da Santa Aliança e o fortalecimento das idéias liberais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Questão egípcia – O nacionalismo chega ao Oriente. O paxá egípcio detinha grande influência em sua região, maior até do que a do sultão. Após barrar a invasão grega começou a exigir autonomia e hereditariedade ao cargo. Pelo fato de o algodão estar em alta no mercado inglês, a relação com a Inglaterra se fortalece e o interesse desta pela região gera o apoio a independência. A França em busca de reconhecimento como potência, e de frear o expansionismo russo, se junta a Inglaterra e ao Egito o qual protege o território francês na África. O Egito invade o império Otomano e Inglaterra e França forçam o bloqueio marítimo e o rompem. Cmo resultado da questão, o império otomano, após conversações, não tem seu poder tão enfraquecido; o egito consegue alguma autonomia e a inglaterra é favorecida pela lei que proíbe a passagem de navios não comerciais pelos estreitos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Questão belga - Inspirada pela revolução de 1830, a independência belga foi requerida junto aos Países Baixos, em grande parte devido às diferenças religiosas claras entre os neerlandeses (protestantes) e a maioria de sua população (católica). Como a Bélgica representava, para os ingleses, um ponto estratégico em uma hipótetica guerra continental, em um específico momento de expansionismo russo, Londres ofereceu largo apoio aos revoltosos. A independência foi deferida em 1831, na Conferência de Londres.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11091959-111396390031595985?l=reileopoldo2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/feeds/111396390031595985/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11091959&amp;postID=111396390031595985' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111396390031595985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111396390031595985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/2005/04/ascenso-do-liberalismo.html' title='Ascensão do Liberalismo'/><author><name>markus lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15132532491059422978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11091959.post-111353266048870992</id><published>2005-04-14T19:37:00.000-07:00</published><updated>2005-04-14T19:37:40.486-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/51/3918/50/rev_francesa_dois2.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #660000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/51/3918/320/rev_francesa_dois2.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A multidão se agita enquanto a carruagem real passa pelas ruas de Paris.&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11091959-111353266048870992?l=reileopoldo2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/feeds/111353266048870992/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11091959&amp;postID=111353266048870992' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111353266048870992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111353266048870992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/2005/04/multido-se-agita-enquanto-carruagem.html' title=''/><author><name>Deborah Rufino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://images.easyart.com/i/prints/rw/lg/4/5/Vincent-Van-Gogh-Almond-Stems-in-Bloom-45077.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11091959.post-111353247105485688</id><published>2005-04-14T19:21:00.000-07:00</published><updated>2005-04-14T19:34:31.056-07:00</updated><title type='text'>De volta à Paris</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;em&gt;Varennes – 22 de Junho de 1791&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um visitante inusitado surpreendeu os habitantes de Varennes na noite de ontem. Junto com seus filhos, esposa e uma pequena comitiva o rei Louis XVI foi capturado enquanto tentava fugir para a Suíça. O plano era conseguir asilo no país vizinho e encontrar-se com as tropas da nobreza lideradas por Bouillé. Os nobres que se exilaram tão logo houve a queda da Bastilha contavam com a presença do rei para liderar as tropas estrangeiras que se preparam para invadir o solo francês, destruir os ideais de igualdade e liberdade defendidos pela Revolução e restabelecer a antiga ordem absolutista. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Numa cena que parece ter saído das novelas folhetinescas, nosso monarca foi reconhecido enquanto parava numa taverna a poucas horas da fronteira. Detido pela milícia local, foi enviado de volta a Paris guardado por uma escolta do mesmo modo como se faria com um prisioneiro comum. Episódios como a marcha feminina em outubro de 1789 que invadiu Versailles e obrigou a família real a deslocar-se para o Palácio da Tulherias já demonstrava a perda de autoridade sofrida pelo rei, mas a fuga parece ter sido a gota d’água. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De volta à capital do reino ouvem-se rumores variados sobre o destino que aguarda Louis XVI.  O povo gritava acusações de traição enquanto a carruagem passava por entre as ruas de Paris, mas ainda existem vozes que se levantam para defender o direito divino do monarca e apontar a impropriedade de levantar-se a mão contra um detentor do sangue azul. Enquanto aguarda mais notícias, Varennes ainda está boquiaberta com os últimos acontecimentos e observa atenta a movimentação da capital e o desdobramento político desse evento. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11091959-111353247105485688?l=reileopoldo2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/feeds/111353247105485688/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11091959&amp;postID=111353247105485688' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111353247105485688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111353247105485688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/2005/04/de-volta-paris.html' title='De volta à Paris'/><author><name>Deborah Rufino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://images.easyart.com/i/prints/rw/lg/4/5/Vincent-Van-Gogh-Almond-Stems-in-Bloom-45077.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11091959.post-111344572205894877</id><published>2005-04-13T19:25:00.000-07:00</published><updated>2005-04-13T19:34:05.960-07:00</updated><title type='text'>Sucesso austríaco em Congresso na capital</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Viena - 10 de junho de 1815&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Na belíssima Viena de Francisco I, foi declarado encerrado ontem, dia 9 de junho, o Congresso a que ela empresta nome, iniciado em 1 de novembro último. Conforme sintetizado, na sessão final, pelo ministro do Império para as Relações Exteriores, o príncipe de Metternich, os representantes das magnas Coroas européias acreditam ter estabelecido as diretrizes para a restauração da ordem e para a manutenção da paz no continente. Para isso, ficou determinada a obediência comum aos chamados princípios básicos (a legitimidade, proposta pelo ousado príncipe de Talleyrand, e o equilíbrio, apresentado pelo Visconde de Castlereagh e surpreendentemente endossado pelo tzar Alexandre I). Contrariando as expectativas de estudiosos, entretanto, não foi documentado nenhum compromisso de criação de encontros periódicos de Áustria, Grã-Bretanha, Rússia, Prússia e França para resolver questões possivelmente decorrentes de seus interesses políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, todavia, a não definição desse ponto deva-se ao acirramento de outras discussões de grande destaque. Sob o pretexto de decidir o futuro dos territórios da Saxônia e da Polônia, as potências continentais acabaram por explicitar seus reais interesses e por deixar nas mãos do Príncipe Metternich e de sua habilidade a solução de suas querelas. Apelando aos Tratados de 1805, o impassível príncipe de Hardenberg defendeu sua Prússia como a soberana de ambas as regiões. Tendo à sua frente a Rússia do supremo defensor da moral cristã, Alexandre I, na questão polonesa, no entanto, encontrou resistência. Por um arranjo de austríacos, russos e britânicos, cuja aliança informal o acusou de tentar ferir o equilíbrio do sistema, Hardenberg pôde anexar, apenas, uma porção da Polônia. Cedendo ao destempero em alguns momentos, o líder prusso não pareceu passar por um bom momento em suas argumentações, contrastando com um Castlereagh coerente e com um Metternich comedido, mas eficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também com algum fervor, a delegação da Santa Sé se colocou diante da França de Talleyrand, contestando, em um Estado que se diz defensor das legitimidades, a postura de não devolução dos territórios pontifícios tomados por Napoleão. Com uma argumentação nítida, ainda que dramática, o Papa Pio VI não obteve sucesso em sua reivindicação, mesmo após o acometimento dos Cem Dias de Bonaparte e uma certa retração do representante dos Bourbon. Como compensação, o Congresso permitiu ao Sumo Pontífice o encargo de abençoar a Santa Aliança de Alexandre I, uma união militar dos quatro grandes (a Grã-Bretanha preferiu não participar) pelo respeito dos direitos sagrados das monarquias européias. Menos consoláveis ficariam Andorra, Portugal e Espanha. A primeira, questionando sua anexação pelos franceses, esteve perto de ser ignorada. Os outros dois, levando à Viena o debate sobre a legitimidade da elevação do Brasil a Reino Unido a Portugal e Algarve e sobre as divergências territoriais na América, não fossem os inflamados discursos de seus representantes, passariam despercebidos. Mesmo assim, elogia-se a tentativa, dessas delegações menores, de infiltrar suas posições na Conferência. Possivelmente – como só a História dirá –, tenham estado lá com a mera função de presenciar o surgimento da Paz entre os Grandes.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11091959-111344572205894877?l=reileopoldo2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/feeds/111344572205894877/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11091959&amp;postID=111344572205894877' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111344572205894877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111344572205894877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/2005/04/sucesso-austraco-em-congresso-na_13.html' title='Sucesso austríaco em Congresso na capital'/><author><name>markus lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15132532491059422978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11091959.post-111275434577472550</id><published>2005-04-05T19:24:00.000-07:00</published><updated>2005-04-05T19:26:12.680-07:00</updated><title type='text'>O parafuso napoleônico</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Um homem de baixa estatura, natural da Ilha de Córsega e membro de uma família sem grande expressão política. Fosse este perfil apresentado a um francês, nos tempos de Luís XVI, como pertencendo ao futuro líder de seu Estado, a reação seria de espanto e gargalhadas. Na Europa pré-revolucionária, marcada pelos governos absolutos e pela forte presença aristocrática no poder, não havia novidades. Rei após rei, as dinastias se perpetuavam no comando e, como regra, mantinham um sistema de subjugação das massas e da burguesia. Vez ou outra, contudo, essa soberania era ameaçada. Guerras civis e guerras entre Estados eram freqüentes. Naquela época, entretanto, os conflitos envolviam, estritamente, exércitos profissionais, compostos por nobres ou por mercenários, e defensores dos objetivos de sua Coroa ou de seus contratantes. Não se lutava por ideal, não se alcançavam cargos por mérito e, além de tudo, os grupos dominantes (em número) não se viam dominantes no poder. Era, sem dúvida, um momento histórico ímpar e, no entanto, poucos ali vislumbravam que algo poderia mudar. A estrutura era tão arraigada, tão irretocável! A ordem parecia tão segura. Entretanto, e há quem explique por influência iluminista ou por um instinto coletivo decorrente da insatisfação geral (com a fome, com a inflação e com os altos impostos), era apenas impressão. Na França, berço do mais concentrador dos absolutismos, milhares foram à marcha, em solidariedade aos líderes burgueses da Assembléia Geral, para alterar o que antes se dizia inalterável. Em 1789, o mundo como se vira tomava novos rumos. O jovem corso, então com 20 anos, apenas observava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a Revolução Francesa, e passando em revista seus períodos, em especial o Diretório, o pequenino e quase-italiano Napoleão Bonaparte marcou sua propensão para governar a França. Tendo obtido enormes sucessos na campanha italiana e na expulsão dos contra-revolucionários do território, ele obteve prestígio em tal cota que acabou por ser escolhido como a esperança burguesa de se manter no poder (seguindo-se aos malfadados diretores). Mal sabiam, entretanto, aqueles que apoiaram sua ascensão ao poder o quanto afetariam a Europa. Se o processo revolucionário francês já havia alterado, sem precedentes, o sistema do país – mesmo com a Restauração, em 1814, jamais um governante teria poderes tão plenos novamente –, a disposição de Napoleão, a partir de 1804, de expandir seus poderes espalharia as idéias liberais por grande parte do continente. Foi também ele, ao idealizar as grandes armées, que levou, oficialmente, ao Exército a noção de nacionalismo e o tom popular. Não apenas o recrutamento era obrigatório em todas as porções da sociedade (retirando o caráter aristocrático da condição), como, retomando a batalha de Valmy, os oficiais deveriam lutar pela defesa de seu país e por tudo o que representava esse país. Além disso, raros foram os incentivadores das instituições burguesas ou os empreendedores da educação pública ou os estrategistas militares com capacidades semelhantes às de Bonaparte. Com uma destreza única, que fez questão de esbanjar frente ao continente, o antigo general levou sua França ao posto de “ameaça máxima” ao sistema internacional, ao mesmo tempo em que fazia uma guinada econômica e multiplicava seu espaço físico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Mas nem tudo em Napoleão, todavia, foi admirável. Se em instante algum ele deixou de ser notável, sua herança para o planeta e, especificamente, para a Europa, teve seus tons azedos. Sua extrema beligerância e a condição de dominação imposta a áreas como a Prússia, fariam nascer nacionalismos, revanchismos e, até mesmo, os princípios da guerra total. Sua insistência em um projeto expansionista acabaria por reservar ao seu próprio país, a França, uma redução futura de seu papel no continente (teria menor função no Concerto pós-1815), além da própria anulação da ascensão burguesa (ainda que não totalmente, pela Restauração). Sua condição individualista se tornaria nefasta e, cegamente, levaria os burgueses a um quase colapso econômico na tentativa de suplantar a Inglaterra pelo bem do “sistema continental”. Fora isso, e talvez em síntese de sua importância, o efeito do nativo da Ilha de Córsega sobre a Europa, daria origem a um obviamente reacionário Congresso de Viena e colocaria, na mente de cada estadista, uma “obrigação” contra-revolucionária que acabaria por oprimir, futuramente, diversas das investidas liberais e anti-liberais dentro dos Estados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11091959-111275434577472550?l=reileopoldo2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/feeds/111275434577472550/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11091959&amp;postID=111275434577472550' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111275434577472550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111275434577472550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/2005/04/o-parafuso-napolenico.html' title='O parafuso napoleônico'/><author><name>Manoela</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11091959.post-111215140357916492</id><published>2005-03-29T18:52:00.000-08:00</published><updated>2005-03-29T18:58:39.623-08:00</updated><title type='text'>A mão que balança o berço</title><content type='html'>&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#006600;"&gt;Na França do final do século XVIII o campesinato enfrentava o alto custo financeiro gerado pela grande carga tributária imposta pela nobreza. Isto foi o suficiente para que as inovadoras idéias liberais da burguesia permeassem um movimento revolucionário. No âmago dessa ideologia, uma proposta de maior igualdade entre os cidadãos. Mas sem jamais abolir a distinção social. Esta característica ficaria muito clara na Carta de 1791, com a defesa irrestrita da propriedade privada. Entretanto, o poder dessa burguesia ascendente não ficaria exposto apenas no plano teórico. A participação da classe seria vital durante várias fases da Revolução, seja no momento da criação das administrações municipais (comandadas pela classe média), seja quando da fragmentação do poder (em virtude do levante de massas de camponeses nas províncias). Em nenhum momento, contudo, a presença seria tão dominante quanto após a criação das instituições burguesas, reformadoras da França e trazidas à tona graças a também preponderante porcentagem desse grupo social na composição da Constituinte. Tendo esses órgãos em funcionamento, a França perpetuaria em sua organização política, econômica e social, um esqueleto burguês que, mesmo após a Restauração, jamais voltaria a viver sob a sombra do Antigo Regime.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;A transformação do Terror jacobino e da radicalização revolucionária em símbolos de quão longe as massas poderiam ir para alcançar seus maiores anseios, para Hobsbawn, abriria duas diretrizes principais para os séculos seguintes. Em primeiro lugar, inspiraria alguns dos principais movimentos populares da contemporaneidade, entre os quais o socialismo, o anarquismo e o sindicalismo. Trazendo a idéia de que o povo seria capaz de romper com uma ordem pré-estabelecida e de transformá-la de acordo com seus interesses, criou - no que talvez seja uma confusão - o entendimento de que bastaria uma revolta profunda, drástica, das classes baixas unidas para modificar o sistema vigente. Por outro ponto, entretanto, a imagem vitoriosa dos grupos menos abastados, marcaria, para alguns, o ponto fundamental de uma cisão no terceiro estado. Ainda que, evidentemente, esta não tenha sido formal, a partir daquele instante, a burguesia, assustada com a possibilidade de tão expressivo ganho de poder, não mais veria com bons olhos as insurreições das massas, movendo as leis e os meios coercivos sob seus interesses para conter as ameaças a sua&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#000099;"&gt;hegemonia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11091959-111215140357916492?l=reileopoldo2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/feeds/111215140357916492/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11091959&amp;postID=111215140357916492' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111215140357916492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111215140357916492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/2005/03/mo-que-balana-o-bero.html' title='A mão que balança o berço'/><author><name>Deborah Rufino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://images.easyart.com/i/prints/rw/lg/4/5/Vincent-Van-Gogh-Almond-Stems-in-Bloom-45077.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11091959.post-111197087584432451</id><published>2005-03-27T16:47:00.000-08:00</published><updated>2005-03-27T16:47:55.846-08:00</updated><title type='text'>Tarefa 6: Allons enfants de la patrie, le jour de gloire est arrivé.</title><content type='html'>1) Baseado na leitura do texto de Hobsbawn,  " A Era das Revoluções",&lt;br /&gt; discuta o papel da burguesia na Revolução Francesa?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; 2) Porque Soboul em " A Revolucão Francesa"  afirma que a Revolução Francesa é uma etapa necessária da transição do feudalismo para o capitalismo?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; 3) Destaque, no longo prazo, a importância do período do terror jacobino e da radicalizacao revolucionária, para o impacto que a Revolução Francesa teria na história dos séculos seguintes, segundo a perspectiva de Hobsbawn em "Ecos da Marselhesa"?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Cada grupo só precisa responder a DUAS das tres perguntas, sendo que a primeira é obrigatória.  Cada pergunta deve ser respondida em apenas um parágrafo.  Deadline: Terça, 29/03, meia-noite. Bom trabalho a todos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11091959-111197087584432451?l=reileopoldo2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/feeds/111197087584432451/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11091959&amp;postID=111197087584432451' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111197087584432451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111197087584432451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/2005/03/tarefa-6-allons-enfants-de-la-patrie.html' title='Tarefa 6: Allons enfants de la patrie, le jour de gloire est arrivé.'/><author><name>professor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11919576689326565821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11091959.post-111154552786237245</id><published>2005-03-22T18:38:00.000-08:00</published><updated>2005-03-22T18:38:47.863-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/51/3918/640/Charles decapitado1.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #000066; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/51/3918/400/Charles decapitado1.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nossos ilustradores de plantão conseguiram captar o momento exato em que a cabeça de Charles Stuart era exposta ao público.&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11091959-111154552786237245?l=reileopoldo2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/feeds/111154552786237245/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11091959&amp;postID=111154552786237245' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111154552786237245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111154552786237245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/2005/03/nossos-ilustradores-de-planto.html' title=''/><author><name>Deborah Rufino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://images.easyart.com/i/prints/rw/lg/4/5/Vincent-Van-Gogh-Almond-Stems-in-Bloom-45077.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11091959.post-111154515472768307</id><published>2005-03-22T18:28:00.000-08:00</published><updated>2005-03-23T05:22:23.183-08:00</updated><title type='text'>Não é azul!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Ontem, no dia 30 de janeiro de 1649, a Inglaterra viu a cabeça de seu rei, Charles I rolar pelo cadafalso. A Suprema Corte de Justiça levou em consideração todas as acusações: subversão das leis fundamentais e liberdades da nação e imposição de guerras maliciosas sobre o Parlamento e o povo. O julgamento durou do dia 20 ao 27 de janeiro e condenou Charles Stuart como tirano, traidor, assassino e inimigo público da Commonwealth inglesa.&lt;br /&gt;Durante seu conturbado reinado Charles enfrentou diretamente o Parlamento, chegando a governar durante onze anos sem convocá-lo. Sua tendência absolutista nunca foi bem aceita pelos que temiam a perda de seus privilégios. Paralelamente, sua aproximação com o catolicismo e a tentativa de impor o anglicanismo como religião oficial não aumentaram sua popularidade, chegando mesmo a ser causa da invasão escocesa. A revolta irlandesa em 1641 foi a gota d’água. Incapazes de chegar a um consenso, sobre quem comandaria os exércitos ingleses contra os invasores escoceses e irlandeses, rei e Parlamento entraram em Guerra Civil.&lt;br /&gt;Sua desacertada decisão de se aliar aos católicos escoceses foi o primeiro passo para a ruína. Como esperar que uma Inglaterra protestante aceitasse placidamente tal traição a seus ideais religiosos? Após perder a Primeira Guerra Civil, Charles I tentou engendrar uma segunda, mas também foi derrotado, dessa vez por Cromwell na batalha de Preston em 1648. A partir daí sua trajetória foi descendente. A prisão, as acusações, o julgamento, a sentença, a morte. Agora a &lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Inglaterra chora a morte de seu rei enquanto tinge de rubro seus lenços no sangue que acreditava ser azul.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11091959-111154515472768307?l=reileopoldo2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/feeds/111154515472768307/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11091959&amp;postID=111154515472768307' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111154515472768307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111154515472768307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/2005/03/no-azul.html' title='Não é azul!'/><author><name>Deborah Rufino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://images.easyart.com/i/prints/rw/lg/4/5/Vincent-Van-Gogh-Almond-Stems-in-Bloom-45077.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11091959.post-111111431566046235</id><published>2005-03-17T18:38:00.000-08:00</published><updated>2005-03-17T18:51:55.663-08:00</updated><title type='text'>Westphalia: Marco da Nova Era ?</title><content type='html'>Qual teria sido a verdadeira importância  da Paz de Westphalia? Teria sido ela um marco de rompimento com as instituições passadas ou apenas mais um passo a caminho da constituição de uma nova ordem mundial? Essa é a questão trabalhada pelos autores Adam Watson e Stephen D. Krasner em suas obras, e ambos apresentam pontos de vista diferentes em relação ao assunto. Para Watson, Westphalia foi o inicio de uma nova ondem enquanto Krasner acredita que considerar o tratado  como um marco é um erro.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Para Watson a Paz de Westphalia marca o início de uma nova Europa, organizada e anti-hegemonica, um golpe mortal nas tentativas de hegemonia dos Habsburgos após a Guerra dos Trinta Anos, e decisivo para a formação da Europa em Estados soberanos, independetes externamente e em total controle internamente. Argumenta tambem que com o surgimento dessa nova ordem,os Estados Soberanos europes não mais tinham suas relações regidas pelas leis universais e a partir dai se organizam com leis internacionais criadas por eles para se relacionarem uns com os outros.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Krasner defende um ponto de vista que contraria a visão convencional de Watson e de muitos outros estudiosos. Ele defende a tese de que Westphalia não foi marco de mudança na historia , que o conceito de soberania ja existia muito antes e q instituições relativamente feudais continuaram a existir mesmo após o tratado.E acima disso, defende q o proprio conceito de soberania q é considerado como tendo tido inicio com Westphalia  é extremamente problematico na prática e constantemente contestado em teorias e que por isso o tratado não marca nem o começo nem o fim de nada, ele é apenas parte de um processo histórico, e q sua importancia é apenas encontrada quando olhamos para o passado a partir de nossa perspectiva, mas que na história nada acontece subitamente, tudo se desenvolve como processo.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Ambos autores discordam quanto a real importância de Westphalia porém concordam no ponto em que, mesmo após Westphalia, certas praticas antigas ainda continuaram. Watson percebe claramente que mesmo após o tratado q por essência é anti-hegemonico, ainda houveram tentativas hegemonicas no continente.Krasner vai mais alem contestando o proprio conceito de Soberania que com o passar do tempo continuo sendo desafiado, com a criação de novos atores internacionais e até memso por ataques a soberania de um Estado por parte de outro.Para Watson a herança de Westphalia nos acompanha até os dias atuais, enquanto Krasner se mantém firme em sua posição afirmando que o tratado é super valorizado, e que a Soberania como controle exclusivo do territorio sempre foi e continuará sendo contestada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11091959-111111431566046235?l=reileopoldo2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/feeds/111111431566046235/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11091959&amp;postID=111111431566046235' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111111431566046235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111111431566046235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/2005/03/westphalia-marco-da-nova-era.html' title='Westphalia: Marco da Nova Era ?'/><author><name>Stalker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11091959.post-111093729178482684</id><published>2005-03-15T17:35:00.000-08:00</published><updated>2005-03-15T17:59:47.736-08:00</updated><title type='text'>De Marx a Weber: Análises da formação dos Estados Modernos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Os fundamentos da construção e da manutenção do Estado Moderno constituem, possivelmente, um dos maiores pontos de discordância do pensamento histórico. Afora a existência de correntes menores que também tentaram explicar o fenômeno, há duas principais, que, se não antagonizam diretamente, apresentam enfoques completamente diversos ao lidar com o assunto. A primeira delas, representada, para este curto trabalho, por Charles Tilly, segue uma linha nitidamente weberiana, enxergando como a maior força do Estado Moderno a possibilidade de utilização legítima (e exclusiva) dos meios de violência. Por outro caminho, e se aproximando da visão marxista, o outro autor a ser aqui analisado, Perry Anderson, entende como esqueleto dessa clássica estrutura a alteração das relações voltadas exclusivamente para a terra para relações ligadas à renda. Para ele, a modificação de viés econômico, ao possibilitar o desaparecimento gradual da servidão, teria motivado o apoio da nobreza à criação de um poder coercivo central e, conjuntamente com a rápida ascensão de uma burguesia urbana, dado origem ao Estado (inicialmente absolutista).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível, entretanto, que essa descrição de primeiro momento das idéias de Tilly e de Anderson tenha criado a impressão de que os autores não têm ponto algum de convergência em suas obras. Este é, contudo, um grande equívoco. Na realidade, os dois estudiosos têm uma preocupação comum: a abordagem da guerra e de sua influência sobre as formações modernas. Para Tilly, os conflitos ocorreriam pelo fato de os Estados, certas vezes, terem interesse por controlar um mesmo território. Para Anderson, a ocorrência das disputas era vista como um magnífico meio de maximização de lucros, uma vez que, ao contrário do que ocorria no período feudal, não apenas as terras eram visadas, mas também, por exemplo, a ilimitada produção manufatureira que dali seria incentivada. Nenhum dos autores, todavia, busca apagar que a opção belicista não apenas mantinha os cofres reais em eternos déficits, como também levava, com a colaboração dos avanços técnico-científicos, a uma elevação progressiva do número de mortes. Ambos recordam, também, que os combates daqueles tempos não envolviam exércitos como os conhecemos hoje (de regimentos), mas tropas de mercenários. Essa opção seria não mais que a expressão do temor das classes dominantes de oferecer aos súditos os armamentos que estes poderiam apontar contra elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no que esse medo profundo das elites face aos menos favorecidos influenciaria na máquina estatal? Estaria ele exposto também em outros pontos? Na realidade, sim. Para Charles Tilly, o único poder realmente oferecido àqueles que não estivessem no topo era arcar com a sobrecarga de tributos reais. Para Anderson, a única novidade da Era Moderna seria a modificação de uma relação de trabalho ligada à produção agrária por uma compromissada com a realização de qualquer serviço que rendesse em espécie. Para ele, portanto, a nobreza teria apenas alterado seu método de explorar os homens, sem jamais desobriga-los de, mesmo que indiretamente, financiar seus privilégios e os planos estratégicos de seu rei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerar apenas a relação nobreza – súditos, todavia, seria uma enorme negligência. O processo de estruturação e manutenção do Estado Moderno enxergou o nascimento e o fortalecimento de um grupo bastante expressivo: a burguesia. Para Tilly, seria esta classe a responsável pela possibilidade de concretização das guerras. Se o Estado tinha como seu pilar o uso da coerção, eram justamente os burgueses, seja pagando impostos de exportação, seja oferecendo empréstimos ao orçamento real, que financiavam o exército e possibilitavam a continuidade daquele formato. Já para Anderson, em um pensamento que se poderia supor de um marxista, a burguesia tanto tinha importância para o Estado Nacional Moderno que este mantinha, mesmo que com alto grau de intervenção, uma política mercantilista, notadamente favorável às atividades comerciais (na própria Europa ou, com as grandes navegações, fora delas) por eles realizadas. O autor esclarece, no entanto, que jamais esse reconhecimento teve tom político: se a nobreza tinha o interesse de observar o enriquecimento dos burgueses, ela nunca permitiu que eles tivessem algum papel direto na definição da ordem. No que talvez foi o equívoco que futuramente motivaria sua derrocada, contudo, as classes dominantes não perceberam, naquele processo, que a investida dos comercialistas jamais pararia ali – e que, séculos mais tarde, eles ambicionariam revoluções para chegar ao poder.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11091959-111093729178482684?l=reileopoldo2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/feeds/111093729178482684/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11091959&amp;postID=111093729178482684' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111093729178482684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111093729178482684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/2005/03/de-marx-weber-anlises-da-formao-dos.html' title='De Marx a Weber: Análises da formação dos Estados Modernos'/><author><name>Manoela</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11091959.post-111050508452762737</id><published>2005-03-10T17:35:00.000-08:00</published><updated>2005-03-10T17:38:04.530-08:00</updated><title type='text'>Comentário Crítico (Ascensão e queda das grandes potências, Paul Kennedy)</title><content type='html'>Tivesse um continente hipotético que se transformar no maior centro de poder do planeta, ele deveria apresentar forte fragmentação política e estar constantemente assolado por competições e conflitos. Por essa associação, podem ser experimentados e questionados os argumentos de Paul Kennedy para fundamentar sua visão sobre a ascensão européia (iniciada no século XV). Para o autor, a grande diferença entre a China Ming ou os turco-otomanos e os recém-formados Estados da Europa seria a capacidade dos primeiros de formar largos impérios, seja por facilidade geográfica, seja por ausência de inimigos fortes o suficiente para impedi-los, criando uma estabilidade tão perigosa que, em algum tempo, os levaria ao declínio. Em contraposição, entretanto, jamais um Estado ou Império do velho continente, nem mesmo o poderoso domínio Habsburgo, foi capaz de se impor completamente. Talvez pelo difícil acesso a alguns territórios (como a insular Inglaterra) ou pela própria característica de os Estados da área estarem sempre formando alianças uns contra os outros, o fato é que a Europa nunca possuiu uma organização política que, num iminente declínio, levasse também a força do continente.  Além disso, como não acontecia em nenhum outro lugar, as atividades comerciais européias eram abundantes e freqüentes, não sendo comuns os episódios de fechamento econômico que marcaram a história de áreas como a China. Assim, numa eterna gangorra, haveria sempre algum país instalando, na área, uma hegemonia, numa regularidade jamais acompanhada pelas outras porções do mundo. E, com a breve confirmação de que essa noção parece suficientemente sóbria e lógica na análise histórica, chegamos à conclusão de que o trabalho de Paul Kennedy aqui discutido é de intensa valia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11091959-111050508452762737?l=reileopoldo2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/feeds/111050508452762737/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11091959&amp;postID=111050508452762737' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111050508452762737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111050508452762737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/2005/03/comentrio-crtico-ascenso-e-queda-das.html' title='Comentário Crítico (Ascensão e queda das grandes potências, Paul Kennedy)'/><author><name>Manoela</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11091959.post-111029736758684107</id><published>2005-03-08T07:54:00.000-08:00</published><updated>2005-03-08T07:56:07.590-08:00</updated><title type='text'>Resumo conceitual – After Victory (Ikenberry)</title><content type='html'>A formação dos principais sistemas internacionais teria ocorrido, historicamente, após o desfecho das grandes guerras. Este é o ponto de partida da minuciosa investigação de John Ikenberry a respeito do fundamento e da longevidade dos modelos de interação entre Estados. Se, teoricamente, seria mais simples que os vencedores optassem por realizar a hegemonia sobre o restante ou, até mesmo, por abandonar à própria sorte as questões que evoluíssem dos conflitos, por que, desde 1648, eles têm preferido optar por ordenamentos que, sem dúvida, tolhem suas liberdades de comando? Para a resolução dessa primeira questão, o autor empreende uma reflexão de diversas páginas. Em síntese, Ikenberry defende que, numa legítima defesa da durabilidade de seus poderes, os países beneficiados perceberam o reconhecimento da soberania alheia e a regulamentação das relações internacionais (por meio de tratados e congressos) como o mais simples meio de impor sua supremacia sem gerar grandes alardes ou tremores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro ponto, Ikenberry decide discutir as diversas correntes que analisam os sistemas internacionais. Lembrando que não necessariamente um tratamento democrático das questões domésticas se reflete na adoção da política externa – e vice-versa – o autor difere o modelo hierárquico, notadamente interno, do anárquico, regente das relações exteriores. Partindo do conceito de anarquia, o autor distingue, logo em primeiro instante, as linhas de pensamento que apenas consideram as interações entre Estados daquelas que também lembram o papel das instituições. Os realistas, por exemplo, acreditariam na existência de apenas dois ordenamentos básicos, sempre entre Estados: a balança de poder e a hegemonia. Assim, somente pelo peso e contrapeso de poderes ou pela supremacia disparada dos países hegemônicos nos acordos haveria uma legítima organização das soberanias. Com o pensamento semelhante, os neo-realistas ainda prevêem que, com o resultado do fim da Guerra Fria, grupos como a OTAN não serão jamais capazes de retomar uma função, abandonando o mundo à anarquia e, futuramente, a uma ordem restritamente regida pelos interesses norte-americanos. Talvez com mais otimismo, os liberais e os neoliberais enxergam diferente. Para eles, as instituições teriam, sim, o seu valor, por facilitar a cooperação entre Estados ou por evitar a desordem, contudo sem nunca chegar realmente a interferir (unindo ou restringindo) no sistema. Já em outro caminho, os construtivistas se particularizam por crerem que esses órgãos, mais do que outra coisa, teriam a função de moldar e retocar as identidades dos Estados soberanos de acordo com os interesses dos vencedores, fortalecendo a ordem definida pelos últimos. Por fim, há ainda uma outra corrente, defendendo que os grupos internacionais influenciariam, de acordo com o contexto histórico, a divisão dos poderes. Possivelmente em sua mais ousada discussão, Ikenberry toma todos estes modelos para discutir suas adequações na resolução das assimetrias do passado e de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É justamente quando se refere à atualidade (1945 -     ) que o autor encontra problemas. Apesar da inegável ajuda das teorias clássicas para o entendimento do funcionamento dos sistemas, no que tange às instituições nenhuma delas parece refletir por completo o que se tem. Hoje, as organizações cada vez mais abrem as portas para, por exemplo, a participação de Estados periféricos. Mesmo que possivelmente seja essa pretensa multilateralidade uma tática sutil de fazer prevalecerem as idéias dos Estados hegemônicos, tem sido bastante expressivo o seu sucesso na aproximação de vencedores e perdedores. Sem dúvida, então, pode ser dito que, além da função reguladora, os órgãos teriam assumido a responsabilidade de manter a durabilidade da ordem e, na medida do possível, fortalecer a justiça entre os atores. E o que teria motivado essa evolução? Para Ikenberry, a resposta estaria no inédito caráter democrático que predomina nas interações do modelo vigente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11091959-111029736758684107?l=reileopoldo2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/feeds/111029736758684107/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11091959&amp;postID=111029736758684107' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111029736758684107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/111029736758684107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/2005/03/resumo-conceitual-after-victory.html' title='Resumo conceitual – After Victory (Ikenberry)'/><author><name>Lysiane</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11091959.post-110996769877567541</id><published>2005-03-04T12:21:00.000-08:00</published><updated>2005-03-04T12:25:33.486-08:00</updated><title type='text'>LEOPOLDO II * REGI - BELGARVM * 1865 - 1909</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/163/3835/1024/leop.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/163/3835/400/leop.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;patrono e benfeitor do Estado Livre do Congo &lt;a href="http://www.hello.com/" target="ext"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; PADDING-LEFT: 0px; BACKGROUND: none transparent scroll repeat 0% 0%; PADDING-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="Posted by Hello" src="http://photos1.blogger.com/pbh.gif" align="absMiddle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11091959-110996769877567541?l=reileopoldo2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/feeds/110996769877567541/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11091959&amp;postID=110996769877567541' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/110996769877567541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11091959/posts/default/110996769877567541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reileopoldo2.blogspot.com/2005/03/leopoldo-ii-regi-belgarvm-1865-1909.html' title='LEOPOLDO II * REGI - BELGARVM * 1865 - 1909'/><author><name>professor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11919576689326565821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
