Vergonha em Sedan
Paris - 2 de Setembro de 1870
Notícias aterradoras chegam da frente de batalha. Na noite de ontem o rei Napoleão III foi feito prisioneiro após sua derrota em Sedan. Apesar da vitória inicial em Saarbrücken, os embates seguintes não foram favoráveis ao exército francês. Wissembourg, Vionville, Gravelotte e Beaumont não alcançaram bom êxito e culminaram na divisão, forçada pelos prussianos, das forças dos marechais Bazaine e MacMahon. Com Bazaine acuado em Metz, o rei fez uma última tentativa de reunir suas tropas e, juntando-se a MacMahon, marchou rumo a batalha que terminaria com a rendição francesa e sua conseqüente captura.
Esmagadas pelo general Moltke, nossas tropas, lideradas pelo próprio rei, se renderam esta tarde. A carta de rendição assinada por Napoleão III na presença de Bismarck acordava não só sua rendição como também o fim da guerra. No fim das contas, as tropas de Bazaine são as últimas ainda em liberdade. Os números do desastre incluem: três mil mortos, quatorze mil feridos e mais de oitenta mil prisioneiros, entre os quais trinta e nove generais e o próprio monarca.
Napoleão continua nas mãos dos prussianos e o futuro próximo apresenta-se incerto. A guerra, que começou pelo temor real de ver subir ao trono espanhol um aliado da Prússia, pode terminar com a mudança do próprio trono da França. Paris já começa a fervilhar ante a ameaça inimiga e, insatisfeita com a demonstração de covardia da rápida capitulação real, inspira a revolta do povo. Já se ouvem rumores abafados sobre Revolução e República enquanto nosso amado monarca muito provavelmente descansa na companhia do rei Guilherme I.
Notícias aterradoras chegam da frente de batalha. Na noite de ontem o rei Napoleão III foi feito prisioneiro após sua derrota em Sedan. Apesar da vitória inicial em Saarbrücken, os embates seguintes não foram favoráveis ao exército francês. Wissembourg, Vionville, Gravelotte e Beaumont não alcançaram bom êxito e culminaram na divisão, forçada pelos prussianos, das forças dos marechais Bazaine e MacMahon. Com Bazaine acuado em Metz, o rei fez uma última tentativa de reunir suas tropas e, juntando-se a MacMahon, marchou rumo a batalha que terminaria com a rendição francesa e sua conseqüente captura.
Esmagadas pelo general Moltke, nossas tropas, lideradas pelo próprio rei, se renderam esta tarde. A carta de rendição assinada por Napoleão III na presença de Bismarck acordava não só sua rendição como também o fim da guerra. No fim das contas, as tropas de Bazaine são as últimas ainda em liberdade. Os números do desastre incluem: três mil mortos, quatorze mil feridos e mais de oitenta mil prisioneiros, entre os quais trinta e nove generais e o próprio monarca.
Napoleão continua nas mãos dos prussianos e o futuro próximo apresenta-se incerto. A guerra, que começou pelo temor real de ver subir ao trono espanhol um aliado da Prússia, pode terminar com a mudança do próprio trono da França. Paris já começa a fervilhar ante a ameaça inimiga e, insatisfeita com a demonstração de covardia da rápida capitulação real, inspira a revolta do povo. Já se ouvem rumores abafados sobre Revolução e República enquanto nosso amado monarca muito provavelmente descansa na companhia do rei Guilherme I.

1 Comments:
Excelente trabalho Deborah, Boa pesquisa somada a redação perfeita que transporta o leitor para o passado com a sensação de que o documento foi escrito mesmo, logo após Sedan.
Parabéns!
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